masturbações

Posted on janeiro 25, 2008. Filed under: Uncategorized |

masturbação 1

por fabi borges


Eu queria dormir com vc mas vc roncava muito, tanto que mais parecia os tiros de escopeta da favela vizinha pela morte do comandante, a luz ensurdecedora dos fogos artificiais.\!

Vc prometeu me comer, mas quando vim do banheiro, vestida no meu vestido de cetim, cleptomaniacamente roubado do varal de uma noite enferma no castelo, onde joguei dardos a noite inteira e sonhei em comer o quase filho do ex-presidente, vc dormia.

O vestido tomara-que-caia que botei pra te seduzir era vermelho como o sangue da minha menstruação que naquele dia ainda estava todo nos meus seios e em volta dos meus quadris. E quando o sangue fica no seio ele entumesce, fica mais farto, sensível, doído. Nos restos dos dias eles ficam flácidos, caídos, mas as rodelas ficam numa cor tão saborosa, cor-de-ramón, e quando me mordem debaixo deles, puxando-os com os dentes eu viro garsa.

Mas vc era só mais um ente na minha cama, nem lembrava seu nome, queria vc chupando minha menstruação pelas mamilas, e brincando com as duas mortadelas bêbadas. Não farei operação nenhuma até os 40, quando talvez decida extirpar uma tendência e talvez o seios sobrem.

Eu pensei em te mostrar de início que possuía os dois sexos, para irmos direto ao assunto e eu poder te foder também, cansada desse esconde-esconde que estou. Para alguns é broxante, uma ofensa, traição.

Muitos homens que não roncam já roncaram feito motor de corcel ao baixarem rápido demais as mãos até o meio das minhas pernas e descobrirem minhas potências. Sou polisônica. Quase tua, nua e puta numa cama que abrigaram tantos outros corpos tendenciais. 20 milhões de hermafroditas no mundo. A farta mitologia sobre os dois sexos não era balsâmico o suficiente para convencer certas mãos heteros de mais, viciadas de mais num dualismo insustentável e não raro.

Não soubestes de nada porque te entregastes cedo de mais ao sono, e agora, já passado o dia e o outro dia seguinte, te olhei nos olhos no churrasco e fiquei com nojo do teu ronco e tua falta de banho e tua boca aberta que deveria estar na minha boca mas alucinava sosinha um grito de porco. Preferi fritar meus dois olhos verdes na silueta da mulher que estava contigo. Analizei friamente o tamanho dos seus dedos e o contorno dos seus bíceps, imaginei-a dormindo também, com voz infantil levantando a minha mão até seu rostinho pra eu lhe fazer carinho e num segundo tive a impressão que não lidaria bem com sua palavrinha doce ala bjork, sua infância mal resolvida trazida pra cama, confundindo-me com sua tiazinha da capital. Não mulher, não fale como criança que quase vomito. Me fale como erótica fatalle que te enrabo até jorrar menstruação, esperma e corrimento na tua cona a dentro. De resto, drinks e masturbação.







masturbação 2


Queria um objeto para me exercitar e saí pela sala da academia catando algo que coubesse minimamente pelo corpo todo. Algo suave, delicado e redondo. Uma bola, nem grande nem pequena. Uma bola vermelha. No trigésimo sétimo abdominal comecei a sentir o absurdo subindo pela jugular. Um prazer inconteste testando-me em ser discreta. Já estava no 68 tive que triplicar a velocidade para acompanhar a turma nos 70 e não correr o risco de trancar já doida a cara de asfixia barata.

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