sacrifícios na cidade

Posted on janeiro 25, 2008. Filed under: Uncategorized |

SACRIFÍCIOS DA CIDADE

Por Fabiane Borges*

“O resto é lírica: Quem tem os dentes mais fortes o sangue ou a pedra”.

Heiner Müller

Imagens da decadência da civilização se colocam feito instalações artísticas nas Galerias abertas da cidade: mendigos, pedintes, moradores de rua, roupas rasgadas, fedor, loucura, fome… signos cotidianamente cravados na epiderme sedimentada do corpo colosso citadino.

A figura do mendigo explicita os paradoxos de uma cultura fundamentada no ideal de evolução. Seu corpo arruinado é uma espécie de símbolo antisocial que resiste de algum modo à pérfida produção de desejo de progresso, imposta pela lógica ascendente civilizatória. A miserabilidade assenta-se sobre a Terra tal qual simbolismo ontológico que subjaz como um grande Outro da cultura, como horizonte imanente da ci(vili)dade.

Esses corpos empob(d)recidos perpassam os horizontes da humanidade desde os mais remotos tempos, inscrevendo-se no imaginário planetário como uma espécie de esfinge que suscita as mais diversificadas interpretações: predestinações, maldições, castigos, pagamento de dívidas passadas, séqüitos diabólicos, condutas sagradas, homens-animais, encarnação dos deuses, castas, classes, exclusões sociais, entre muitas outras coisas.

Dentre essas ilimitadas leituras, arrisco-me a alguns pontos de vista, construídos ao longo das minhas andanças com moradores de rua da região central de São Paulo, que se misturam às vivências e perambulações em meio aos circuitos artísticos contemporâneos. O enfoque incomum e contestável desses pontos de vista, me joga numa estranha zona de liberação, de onde posso emitir algumas propostas de avizinhamento entre esses mundos a princípio incompatíveis, intuindo que isso possa colaborar na ampliação de perspectivas referentes à população de rua, que normalmente são redutoras e idiossincráticas. Por isso peço que me seja dada “não a atenção que costumam dar aos sábios, aos oradores, aos governantes. Mas a que se dá aos charlatões, aos intrujões e aos bobos de rua” [1].

Tenho chamado, quase como uma provocação, de Intervenção Urbana o simples ato de permanência dos mendigos nas ruas da cidade. Nome recorrente nos circuitos artísticos contemporâneos, Intervenção Urbana ou Pública diz respeito a ações de pequenos coletivos heterogêneos, efetuadas nos espaços públicos, que tem como uma de suas evidentes funções, interferir na realidade da cidade, fomentando discussões sociais sobre pontos críticos específicos. Para alguns grupos isso se dá de forma a ampliar os espaços de atuação da arte, para outros as ações tem a ver diretamente com questões políticas e sociais globais. O objetivo é que essas pequenas intervenções amplifiquem realidades humanas invisibilizadas pela estrutura social massificadora. Digo que é quase uma provocação, por compreender que esse movimento de intervenções se faz objeto de disputa nas redes de poderes comerciais e intelectuais da arte. Nesse sentido, declarar um morador de rua como um interventor público, utilizando os mesmos argumentos dos artistas & interventores, pode soar de algum modo como uma afronta.

Indo um pouco mais adiante nesse exercício de tensionar o papel das Intervenções, coloco as modificações corporais radicais realizadas pelos body modificators como modos de expressão que intervém diretamente na vida pública. Seus construtos anatômicos radicais se manifestam na contemporaneidade de modo a problematizar questões fundamentais como utilidade do corpo, identidade, padrões estéticos e transmutação híbrida dos futuros corpos.

Os coletivos de body modificators são estranhos catalisadores que funcionam como focos de concentração de forças advindas de infinitas temporalidades, desde os mais longínquos costumes ancestrais, em algumas regiões ainda atuais (rituais tribais), até os extremos fenômenos tecnológicos contemporâneos (robótica-genes-nanotecnologia-web). Essa concatenação entre técnicas rudimentares e modernas se inscreve no corpo desses sujeitos, produzindo seres que destoam da existência ainda hegemônica e padronizada da sociedade geral. Há quem utilize toda essa tecnologia, para construir seu corpo de acordo com o que impõe os padrões de beleza (mass mídia), como é o caso de algumas modelos chinesas que cortam as pernas para implantar próteses de forma a torná-las mais longas, ou a epidemia de cirurgias plásticas acometida sobre jovens, que se submetem a complicadas operações a fim de igualarem-se a seus ídolos do cinema e televisão; mas nesse artigo específico me interessa pensar o corpo singularizado e não o corpo simulacrizado. Digo singularizado por compreender que, mesmo que entre os body modificators haja tipos ideais (menores) que servem como modelos de coragem, inventividade e resistência à dor, parece-me que a questão que faz mais sentido é a transmutação corporal ligada a um constante processo de diferenciação. Um corpo em processo de alteração, para além das transformações orgânicas naturais, instaura um certo estranhamento tanto em quem pratica as alterações, quanto nos outros viventes comuns. A vertigem incontestável advinda desse estranhamento me convoca a reconhecer esses corpos modificados como pontos de emanações de inumeráveis Intervenções: subjetivas, históricas, políticas, públicas…

As Intervenções Corporais e Públicas dos coletivos de manipuladores do corpo, me provocam sensações muito próximas das Intervenções que sinto anunciadas em algumas condutas coletivas dos moradores de rua. Parece que ambas se introjetam no seio da sociedade contribuinte($), como manifestações de incertas forças antiantropocêntricas da natureza, que explicitam sua aversão à forma da civilização, na ferocidade das imagens que exprimem.

Cada um desses estratos sociais (moradores de rua – body modificators) cultiva suas próprias produções estéticas, trafega em seus próprios circuitos e tem suas próprias necessidades; porém, ambos utilizam o corpo-suporte-modificado como foco de interferência.

Priscilla Davanzo caminhava descontraidamente ao passar por mim. Vertigem! Uma mulher vaca? Sim. Uma moça de vinte e dois anos, cheia de enormes manchas negras tatuadas pelo corpo, assemelhada a vaca holandesa. Ao dar meia volta para continuar vendo-a, me deparo com a fatídica frase que saltava de suas costas: “Para quem comprou a verdade, os louros, o cetro, o tombo.[2]Associações involuntárias: mimosa, sininhos, ruminar, sal grosso, pasto, quatro patas, sexo em quatro patas, leite, tetas, campo, ruminar, ruminar, tombo, louros, verdade. Afinal, porque uma vaca? Como esse corpo em devir vaca me diz tanto? Ao procurar saber tudo sobre ela, e por fim conhecê-la, pude constatar que se tratava de uma artista radical, que utiliza o próprio corpo para demonstrar seu desprezo à Forma Homem. ‘‘O ser humano pensa que é superior, no entanto está destruindo o mundo’’. “A condição humana é muito superficial, fútil”. “É muito chato ser humano, entediante”. “Tatuar meu corpo inteiro de vaca malhada foi uma brincadeira, recurso que utilizei para criticar a superficialidade do ser humano[3]’’. Brincadeira ou não, a artista afetada por essa “humanidade superficial”, decidiu forjar duas cicatrizes enormes nas costas (brandings), simbolizando cicatrizes de asas de anjo arrancadas; tornando-se desse modo uma quase vaca de asas cortadas, que traz nas costas uma maldição para os que acreditam terem comprado a verdade: o tombo!

Causar esse tipo de desequilíbrio nas pessoas, é muito comum aos participantes da body modification [4], principalmente quando se inscrevem nos territórios públicos da cidade, sem os aparatos mediadores do circuito da arte para circunscrever seus objetivos e finalidades (guetos). Na galeria (real/virtual) esse corpo tende a ser espetacularizado, validado como trabalho de arte, com sua crítica especializada, suas formulações específicas; mas na fila do banco, no supermercado, ou em qualquer outros lugares onde a vida pública se dê, esse corpo em evidência tende a suscitar as mais diferentes reações: raiva, medo, violência, preconceito, admiração, surpresa, simpatia; constatação: um corpo modificado é pura Intervenção. Dezenas de corpos modificados, tatuados, escarificados, marcados, cheios de piercings, pregos, ferros é Intervenção multiplicada.

Intervenção multiplicada é também a sensação que se tem ao se deparar com certas hordas juvenis[5] que habitam as ruas do centro de São Paulo. De dia, misturados à multidão não se fazem tão amedrontadores quanto à noite, quando imundos, maltrapilhos, trêmulos saem em bandos numa estranha aura perturbadora. O uso constante de psicoativos como cola, tinner, crack, álcool, adicionado às peregrinações entre latas de lixos, chãos sujos e fumaças dos canos de descargas, faz com que seus corpos entrem em um processo de modificação extrema podendo culminar na formação de pequenas tribos de “monstros tetrapódicos”, quando não em bandos mortos. Seus corpos monstruosificados brotam entre as fissuras das pedras da cidade se encravando em sua pele-dura-de-pedra feito tatuagem – mistura de tinta e sangue; o aspecto da figura-tatuagem denota estranheza e por isso interfere.

Imagens da rua da body art da rua da body art da rua da body art da rua:

Algumas Imagens da body art: humano suspenso por ganchos de açougue cravados na pele; pedaços de pele retirados do corpo com pinças; ferimentos forçados; cicatrizações; quelóides provocados; o corpo furado lotado de piercings, pregos e implantes; símbolos impressos a base de queimaduras de ferro, fogo e brasa; centenas de agulhas cravadas nos seios; facas enterradas no peito; línguas bipartidas; pênis bipartidos; vaginas abotoadas; bocas costuradas; vários jovens juntos suspensos pelos joelhos; mulheres e homens modificando seu corpo a fim de se avizinharem a animais.

Algumas Imagens dos moradores de rua: moça deitada na escadaria da igreja, com a perna quebrada cheia de parafusos cravados nos ossos; pedaços de dentes frouxos na boca; cortes de faca no braço; manchas escuras no rosto; pedaços de pele arrancados pela coceira da sarna; grupo de sessenta crianças esfarrapadas cheirando cola; marcas de balas retiradas da barriga; cicatrizes no rosto; nome do filho morto escrito com canivete no peito; vaginas emboloradas; pênis que mijam sangue; torpores de crack e canha que produzem andares tetrapódicos como os dos bichos.

Desconfio que esses estranhos fenômenos se tocam indelevelmente em zonas trágicas da existência, onde predominam os estados limites de experimentação caracterizados, entre outras coisas, pela insujeição (marginalidade); automodificação corporal (rituais de sacrifício); construção de outros modos de comunidade (inscrição pública), configurando desse modo, uma espécie de communitas contemporânea.

Communitas é um termo latim utilizado por Victor Turner para designar algumas manifestações culturais que presenciou durante suas viagens pela África, pesquisando cerimoniais político-religiosos, principalmente os ritos de passagem ou de travessia a estados liminares de existência. Uma boa definição de liminaridade: “significa o afastamento do indivíduo ou de um grupo, quer de um ponto fixo anterior na estrutura social, quer de um conjunto de condições culturais(…).” Esses estados são “freqüentemente comparados à morte, ao estar no útero, à invisibilidade, à escuridão, à bissexualidade, às regiões selvagens e a um eclipse do sol ou da lua” [6].

Os grupos afastados são obrigados a passar por um portal simbólico que os conduz a um território distante da aldeia de origem, onde passam por um profundo processo de desterritorialização caracterizado pela quebra de estruturas, transitoriedade, anomínias, ausência de propriedades, ausência de status, ausência de classe, descuido com a aparência pessoal, silêncio, suspensão dos direitos e obrigações de parentescos, misticismo, insensatez (manifestações instintivas), outras modalidades temporais, vivência de dores corporais e psicológicas.

Ao passar um período relativamente longo nessa condição, os coletivos excluídos começam a criar modos diferenciados de produção subjetiva e relação comunitária, dado que penetram em zonas ontológicas existenciais radicais, onde experienciam concomitantemente extremos graus de potencialização de sua autonomia, e profundas formas de humilhação e subjugação pelos castigos infligidos pelos mantenedores da tradição, os anciões da tribo. Essas intermitências limítrofes, causam fortes transformações nos modos de perceber os antigos valores e costumes, assim como outras percepções e afetos são produzidos. Isso pode ser desastroso já que o grupo pode decidir abandonar a tribo de origem e se aventurar em outros percursos. Por isso essas cerimônias não se alongam demasiadamente, pois sempre há o risco da emancipação grupal. Nesse ponto reside um paradoxo interessante: ao mesmo tempo em que a tradição submete os neófitos a graus extremos de experimentações, temem sua autonomia e emancipação (o poder dos fracos). “Aquilo que não pode, com clareza, ser classificado segundo os critérios tradicionais de classificação, ou se situe entre fronteiras classificadoras quase em toda parte é considerado contaminador e perigoso” [7].

A communitas, ou seja, a convivência de grupos humanos em estados de afastamentos sociais e/ou culturais, se manifesta como um momento situado dentro e fora do tempo, dentro e fora da estrutura social profana, que revela, embora efemeramente, certo reconhecimento de um vínculo social generalizado que deixou de existir [8]”. Valores antigos perdem o sentido, arrefecem. Outras potencialidades irrompem. Surge a necessidade de se construir regras diferenciadas das antigas, nem sempre obedecendo os mesmos preceitos éticos, estéticos e morais.

Ao que me parece, tanto as tribos dos body modificators quanto às dos moradores de rua se encontram nesse estado meio obscuro, eclíptico, situado entre a vida cotidiana e outros estados ontológicos de existência.

A maioria dos relatos que tive acesso sobre como se dá a “iniciação” dos body modificators, referem-se a uma entrada processual num universo já povoado por pessoas cujos corpos são modificados. Pode-se começar por escalpelar o lóbulo da orelha, fazer uma pequena tatuagem nas costas, uma escarificação no braço e conforme as conexões pessoais, chega-se a graus mais extremos de modificação até tornar-se comum praticar cutting, bloonding, spliting, suspension, genital mods, etc[9]. Implicada a esse processo de territorialização que se inscreve tanto no corpo do neófito quanto em sua introdução nas tribos de corpos alterados, há a desterritorialização subjetiva referente a “antiga aldeia”. O abandono do antigo território nem sempre é tranqüila, já que os corpos carregam as marcas da mudança e se expõem publicamente as reações familiares e sociais em geral. Há casos em que o que se inscreve no corpo é exatamente signos que traduzam esse repúdio doloroso de múltiplas vias.

No caso dos moradores de rua as coisas se dão de modos muito próximos, principalmente no tocante às hordas juvenis. Há um processo de passagem à rua que tangencia, ainda que vagamente, os rituais de liminaridade tribais. Seja por amizade, droga, vontade de crime, fuga de casa, alcoolismo, enamoramento e todos infinitos afetos que nos seja possível depreender, comumente a passagem para a rua se dá de forma gradativa, onde múltiplos fatores se solidarizam até a consumação do ato. Geralmente percebe-se tardiamente essa classificação social – morador de rua, entretanto, imperceptivelmente se adota costumes irrefutáveis: as gírias, o nomadismo, as drogas, as fugas, a comida de graça, as ONGs, as proteções, os esconderijos e assim por diante. Processualmente vai-se penetrando nesse universo de seres alterados, onde urgem outras necessidades, valores, costumes, estéticas que divergem em quase tudo da antiga aldeia…

Intuo em alguns gestos desses “iniciados” formas de denúncia contra os modos de vida que se produz no planeta, quase como um berro visceral, que induz o corpo a cortar o corpo e/ou o corpo ir para a rua como possibilidade limite de resistir ao que se exige do homem-no-mundo. A estupidez da civilidade promove o corpo ao sacrifício: ao cortá-lo, sangrá-lo, suspendê-lo, furá-lo, implantar novos objetos nele, tirá-lo da proteção da família, da casa, da instituição de caridade, ao torná-lo exterioridade por expô-lo publicamente, explicita-se o sacrifício humano geral ao mesmo tempo em que inventa-se outros corpos. Na escarificação das costas da artista pressinto meu próprio sacrifício de dor, lombalgias e escolioses que se impõem às minhas costas devido minha insistência em sustentar o peso inescrupuloso da minha própria inclusão no mercado de consumo. Talvez a própria artista não imagina que leva em suas costas minhas hérnias discais. Assim como o vagabundo de rua não imagina o ódio que pode despertar no assassino cruento que não admite sua existência mendicante, por preferir a escravidão à preguiça; ou seja lá que outros motivos suscite reações raivosas a “simples” instalação pública dos moradores de rua. É importante ressaltar que os assassinos-dos-moradores-de-rua por sua vez, também podem ser qualificados como radicais interventores públicos, já que suas ações promovem alterações no cotidiano da sociedade, amplificando a realidade dos corpos-de-rua de modo a ocasionar comoções na mídia, posicionamentos políticos, medidas urgentes, que de outra forma permaneceriam invisibilizadas. Intervenções públicas não são medidas por regras morais (bem x mal), tampouco é privilegiado instrumento político de ação das novas gerações herdeiras dos ideais comunistas+humanistas, tem mais a ver, suponho, com a manifestação da composição de forças em movimento – possessões.

Nas fissuras do corpo de pedra da cidade, seres humanos praticam estranhas performances de intervenção, parte delas feitas de dor e sangue.

“O Resto É Lírica. Quem tem dentes mais fortes o sangue ou a pedra”.


[1] Fala de Bárbara no livro Calabar. Chico Buarque e Rui Guerra. Ed. Civilização Brasileira. 16ª Edição. RJ; 1987. P. 6

[2] Frase de Leonilson, o tatuador.

[3] Falas da body artist Priscilla Davanzo

[4] Há uma infinidade de nomeações às novas experimentações do corpo, com suas diferenças específicas (biocibernética, arte nanotecnológica, cyborgues, body modification, body art, etc). Dentre todas essas especificações, optei por falar nas formas ritualísticas de modificações corpóreas. Definir cada uma dessas especialidades evidenciando suas diferenças, desviaria a proposta inicial do texto, por isso não foi feito.

[5] Refiro-me a jovens moradores de rua

[6] Cfe. Victor Turner (antropólogo inglês); Processo ritual: estrutura e anti-estrutura. Ed. Vozes,1974, p. 116 –17. Os grupos são afastados conforme o contexto tribal específico. Ex: Iniciação do guerreiro, do chefe, do xamã, etc. “Van Gennep mostrou que todos os ritos de passagem ou de transição caracterizam-se por três fases: separação, margem e agregação”.

[7] Cfe. Victor Turner; Processo ritual: estrutura e anti-estrutura. Ed. Vozes, 1974, p. 133.

[8] Idem. Pág 118

[9] cortar, sangrar, partir, suspensão, modificação genital

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