saindo

Posted on janeiro 25, 2008. Filed under: Uncategorized |

Ele todo dono de si como um cachorro-de-cadela-no-cio,

valente e ávido de mostrar os músculos da língua treinados desde cedo

à serem tesos e ao mesmo tempo servis quando em uso da fala.

falou com a gravidade dos críticos do parnasianismo sobre sua impossibilidade

de tê-la sob o mesmo teto. Não, não… não sou mais guri! Posso e quero escolher com quem

vou morar. Não é contigo. Quero que saias da casa.

Ela então, numa vermelhidão rouca, tentando dar conta daquela inevitável lacrimeção brotativa dos canais oculares… tentando achar o pé, colocar a mão em um cigarro que fosse.

Chorar não poderia, pois seria demasiadamente humana destituída da dignidade que lhe cabia, desde há muito

não sabia ao certo como a constituiu, mas era digna! Digna de si mesma para além de todo o resto. Mesmo com imprescisão.

E o motim instalado debaixo de suas olheiras tendiam a desmascarar-lhe o estilo. Inevitável, no entanto, desnecessário.

O disfarce era seu brinquedo mais delicado, e mudar a imagem de si no tudo lhe fazia sentido, exatamente pelo

si inundado.

_ O cigarro – Me dá o cigarro! eu quero tabaco!

_Quando tu vai sair?

_Que vontade de saí-los e eu lhes ficar! ahhiiii;

Era tudo cabível, nada de novo, no entanto… aquele ódio do sangue quando inunda

o tecido facial, aumentando os poros, encurtando a boca, puxando pra cima as gengivas e os dentes.

Que ódio! Isso de não me quererem por perto porque tenho raivas e não dificilmente fico

criando mímicas de atirar bombas nos mais variados agrupamentos humanos – filas ou congresssos.

Não era por isso que ela lutava… pelo humano! Não. Era por outra coisa, talvez a velha

vontade de espaço pra além das nuvens e do sol….

_Saio assim que puder, daqui duas semanas. Dia 08.

Ele levanta-se, vai distanciando-se do local do holocausto e diz: para mim terminou a reunião.

não tenho mais nada para falar.

Ela busca então o olho dela, daquela pela qual lá estava – na casa – mas aquela não tinha olho pra ela…

Tinha só um tonteio de remexedura das órbitas de um lado para outro como que em tranze de

cumplicidade acovardada.

Não! Não teria defesa, somente o veredito daquele que expressou a vontade de todos.

E a expulsa solita no más, como sempre! Tendo que dar jeito de sustentar essa vulnerabilidade toda disse pra si mesmo,.

Que idéia a minha, vir pro Distrito Federal fazer as pazes com o poder, achando que o poder me aceitaria!

Cansaço de desperdício ativista.

É hora de cachoeira.

Fabi borges

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