por uma arte única – Nadan Guerra

Posted on maio 30, 2008. Filed under: Uncategorized | Tags:, , |

Manifesto UM por uma arte única Século vinte e um Tudo é um Quem acha que faz teatro ou música ou pintura ou cinema ou performance ou fotografia está vivendo no século passado. Não há fotografia que não seja música Não há poesia que não seja cinema Nem teatro que não seja escultura. Arte única, mais que um movimento É uma constatação da contemporaneidade. Tudo é um Arte é um Arte é viva Não há como matar E não faz sentido compartimentar. Somos herdeiros de todas ass vanguardas do século vinte E também do romantismo, do iluminismo, Do clássico, do medieval e do pré-histórico. Tudo é um Construtivismo surrealista Cerâmica eletrônica Muralismo digital Barroco minimalista Realismo abstrato Tricô de fibra ótica Humanogravura Chanchada conceitual Concretismo bucólico Teatro dança de poesia visual Vídeo pintura de dramaturgia pop Cinemogravura de música conceitual Escultura sonora de fotografia expressionista Vanguarda comercial de museu alternativo Academia experimental de galeria pop Tudo é um A diferença entre um pintor e um cineasta é a mesma que entre um poeta e outro poeta. Especificidades e individualidades existem Categorias não Categorias são invenções projetadas sobre o real No real arte é uma só Tudo é um. O músico supor que o que faz não é teatro E o poeta pensar que sua arte não é sonora nem visual Ou o pintor afirmar que arte conceitual não tem nada a ver com pintura É o mesmo que o católico pensar que reza para um deus diferente do protestante Ou o muçulmano julgar que sua crença é mais importante que a do budista. Só haverá paz quando entendermos que somos um Tudo é um Arte é um Não importa como se manifesta Tudo é um Não importa a cor da pele Ou a referência bibliográfica Ou se seu fazer requer mais habilidade Da mão, da mente, do ouvido ou do corpo. Viva a antropofagia E viva o academicismo! Viva as tias avós que fazem crochê rosa bebê! E viva seus sobrinhos netos que tocam have metal na garagem! Viva eu, viva tu Viva o rabo do tatu! Viva a tradição popular, Viva os homens de letras, E viva os jovens rebeldes! Todos são um, Ou não serão nada! Nadam Guerra Rio de Janeiro, 2003

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